terça-feira, 25 de setembro de 2012

Caraglio é logo ali

Uma das principais utilidades da internet é a de nos fazer entender que não somos pessoas tão únicas nem tão diferenciadas quanto a nossa vaidade gostaria de nos fazer crer. Por exemplo, na era pré-web eu seria capaz de jurar que não existia nenhum outro Paulo Levi na face da terra. E de repente descubro que o meu nome é um dos mais comuns que há por aí, quase em pé de igualdade com José da Silva e Joe Smith. Tive uma nova evidência disso no outro dia, se é que ainda precisava de alguma, quando fui cadastrar um novo e-mail e o provedor me informou que teria que me contentar com "paulolevi109@gmail.com" ou coisa parecida. Pois é, quem mandou não acordar mais cedo...

            Shutterstock.com

Mas o que Caraglio tem a ver com isso? É que a internet também me fez descobrir que um dos meus hobbies mais antigos não tem absolutamente nada de original. Estou falando do hábito de fotografar placas, cartazes, letreiros e afins, principalmente (mas não apenas) quando viajo. Podem ser placas bizarras, herméticas, escatológicas ou simplesmente sem pé nem cabeça, desde que sejam engraçadas - às vezes, até por diferenças entre contextos culturais. Muita gente também tem essa mania, graças inclusive à popularização dos celulares com câmeras, e todo mundo já recebeu ou já encaminhou ao menos menos uma vez na vida um e-mail com esse tipo de foto.

Como a minha coleção de fotos de placas tem se mantido praticamente confidencial desde o começo, lá no final da década de 1960, achei que já estava na hora de montar uma pequena retrospectiva para compartilhar com os leitores do Adverdriving. Fiquei tentado a colocar legendas nessas fotos, mas conclui que seria preferível deixar a interpretação por conta e risco de cada um. Assim, limitei-me a indicar apenas o local e o ano de cada uma delas.

Tirem as crianças da sala - e bom divertimento!

Italia, 1982
Alemanha, 2009
Alemanha, 1985
República Tcheca, 1996
República Tcheca, 1996
Escócia, 2008
Rio de Janeiro, 1996
São Paulo, 1996
São Paulo, 1977
Santa Catarina, 1983
Holanda, 1996
Portugal, 1968
Alagoas, 2004

Imagens: arquivo pessoal do autor. Reprodução permitida mediante atribuição a este blog

9 comentários:

Rui Amaral Jr disse...

Certamente minha mãe ia gostar demais deste post! Ela gostava demais de ler esse tipo de coisas alto, depois fava que apenas tinha lido, e repetia e ria muito!

Abraços

Anônimo disse...

Ai Paulo, Depois do ataque de riso, preciso te dizer que o lead deste post no Face não faz jus/juz (?) a ele. É hilário! E nunca tinha reparado na placa com "preços incompatíveis" na Pascoal Paes!
Bj Marilia

Belair disse...

Vou procurar uma que eu tenho,de 1987,Arabia Saudita,nome da cidade: Bisha...
E tem tambem umas de transito,com camelinho desenhado,indicando que cruzam a estrada.
Mas nao posso dizer que ja' deparei com tantas como voce.Ate' COLECAO ?
Muito boas.

Luís Augusto disse...

Ótimas. Em Guarapari/ES, tem uma vila chamada Perocão, sempre motivo de gozação entre os frequentadores.

Anônimo disse...

Todos os comentários são muito bem-vindos, exceto os postados por trolls, flamers, spammers e outros do gênero como os críticos...

Pensei em centallo num caraglio. Veria um fritz quente ! Essa, do Rio de janeiro, nunca vi. Fake. Mas o povo daqui é porco. HA !



M.C.

Francisco J.Pellegrino disse...

PL, muito bom...preços incompatíveis... é uma bosta du caraglio ! Rimos muito.

Ron Groo disse...

Muito legal, mas pra Caraglio e Merdigen eu não vou.
Curioso mesmo é que a cidade vizinha de Caraglio é Centalo...

Joel Gayeski disse...

"Centalo no Caraglio" hahahahaahahaha

Numa Seleções do Reader's Digest saiu uma reportagem sobre placas d trânsito diferentes de vários países, gosto dessas coisas.

Paulo Levi disse...

Esse post foi muito útil para que, entre outras coisas, eu descobrisse o significado da palavra "pipi" em Portugal. Essa era uma dúvida que me atormentava desde 1968, quando fotografei a tal placa de "Há Pipis" em frente a um restaurante lisboeta. Pois bem, "pipis" nada mais é do que a iguaria que conhecemos aqui no Brasil como
miúdos.

Já em Portugal, "miúdo" quer dizer criança. A palavra "puto" também, mas sugiro aos leitores brasileiros que a evitem para não ferir suscetibilidades.