quinta-feira, 14 de junho de 2012

Veritas quae sera tamen

A Veritas foi uma pequena empresa alemã especializada na construção de automóveis esportivos e de competição. Durou pouco: fundada em 1947, encerrou suas atividades em 1953. Mas apesar de sua curta existência, teve uma importância fundamental para o automobilismo da Alemanha, já que a sua história se confunde com a da própria retomada do esporte a motor naquele país logo após a Segunda Guerra Mundial.

Existem vários paralelos entre a Veritas e a Cisitalia, marca que desempenhou papel análogo no automobilismo italiano e que teve vida igualmente breve. Da mesma forma que a Cisitalia utilizava elementos mecânicos Fiat, a Veritas construia seus carros a partir de componentes BMW, não raro provenientes de veículos já bem rodados e produzidos ainda na década de 1930. Podia não ser o ideal, mas num país devastado pela guerra não havia muito a escolher. A Mercedes-Benz tinha questões mais prementes com que se preocupar, e a Porsche ainda ensaiava seus primeiros passos como construtora. Apesar de suas limitações, a Veritas foi a grande plataforma de relançamento do automobilismo germânico no pós-guerra, revelando talentos como o jovem Hans Herrmann e o já não tão jovem Karl Kling, que posteriormente se destacariam pilotando para as equipes Mercedes-Benz e Porsche respectivamente.

No Eifelrennen deste ano, os Veritas quebraram um récorde antes mesmo de irem para a pista. É que nunca houve tantos desses automóveis reunidos em um só lugar: nada menos que 15, entre monopostos e bipostos. Veja abaixo um registro, em imagens, desse histórico reencontro de veteranos.








Imagens: arquivo pessoal do autor. Reprodução permitida mediante atribuição a este blog

8 comentários:

Francisco J.Pellegrino disse...

PL, bólidos com cara de carros de corrida...lindos, sensacionais.

Luís Augusto disse...

Muito interessante, mas padronização parece que não era o lema da Veritas, né?

Anônimo disse...

... o cara de camisa amarela... poderia ser... Mas é menos calvo. Muito velho para ser o senhor. Poderia ser seu tio, o cara tirando o 112. Continuo procurando. Continuo procurando. Em busca do Ô do Volante perdido na Alemanha véia de guerra...



M.C.

Mauricio Morais disse...

Gostei da aula professor.

Paulo Levi disse...

Francisco,
Bólidos... foi exatamente essa a palavra que me veio à cabeça quando vi esses carros. Também acho bonitos, com uma beleza que decorre da funcionalidade.

Paulo Levi disse...

Luís,
Acho que a Veritas é um caso raro de marca alemã com espírito "garagista". Esse tipo de coisa era bem mais comum na Itália e na Inglaterra, e sté mesmo na França.

Paulo Levi disse...

MC,
Não desanime, que eu ainda dou as caras por aqui!

Paulo Levi disse...

Maurício,
Professor, eu? Sou apenas um estudante que conta o que aprendeu pra ter certeza que aprendeu direito.