quarta-feira, 9 de maio de 2012

Steyr Typ 50

Este post é uma espécie de mea culpa, ainda que tardio, por algumas incorreções presentes em um texto que publiquei em 2010 sobre a mostra especial dedicada aos primórdios da aerodinâmica veicular, apresentada na Autoclásica de Buenos Aires em outubro daquele ano.

A primeira dessas incorreções diz respeito a um dos veículos focalizados naquele post, o Steyr Typ 50, que identifiquei erroneamente como sendo um modelo 550. Mas nesse caso ainda tenho uma atenuante, já que confiei na placa de identificação que estava ao seu lado.



Mais grave é o segundo erro: escrevi que o Steyr Typ 50 tinha motor traseiro. Não sei de onde tirei essa informação, já que a grade dianteira e as aberturas na lateral "entregam" que o motor fica na frente, mas apresento minhas desculpas aos leitores.

Só me dei conta desses dois erros ao navegar recentemente pelo site do Museu Alemão de Munique, de cujo acervo consta um Typ 55. Para me penitenciar, apresento a seguir algumas informações adicionais sobre esses interessantes automóveis, desta vez de fonte segura.


Fabricados na Áustria pela empresa Steyr-Werke, os Steyr Typ 50  e Typ 55 tinham estrutura monobloco, motor boxer dianteiro de quatro cilindros arrefecido por termo-sifão, e tração traseira. O banco traseiro podia ser rebatido para acomodar mais bagagens, e um teto solar operado por manivela era equipamento de série nos dois modelos. Já os vidros nas laterais traseiras eram exclusivos do Typ 55, sucessor do Typ 50.


Ao todo, foram fabricadas pouco mais de 3000 unidades do Typ 50 entre 1936 e 1938, às quais vieram se somar 9000 unidades do Typ 55 até 1940. Neste mesmo ano, a Steyr-Werke interrompia a sua fabricação para se dedicar exclusivamente à produção de armamentos, atividade na qual se tornaria tristemente célebre por ter sido uma das primeiras a utilizar mão de obra escrava. Só voltaria a fabricar automóveis para uso civil no início da década de 1950, sob licença da Fiat.

Imagens: arquivo pessoal do autor (fotos Autoclásica); http://www.deutsches-museum.de (demais imagens)

6 comentários:

Ron Groo disse...

É uma espécie de ancestral do Fusca?
Me lembrou muito.

Luís Augusto disse...

Acho esses Steyr interessantíssimos. Realmente o motor é dianteiro refrigerado à água, mas, tal como o Fusca, é boxer.

Joel Gayeski disse...

É um primor de empacotamento, hein?
Apesar da curvatura do teto, a altura do banco ajuda a ter um espaço decente para a cabeça.

Anônimo disse...

... era, é o Fusca. peguem um perfil de asa de avião, daqueles que avoam, mermo,. Qui nem passarinho mas com as asa dura ! Pegue este aí e o fusca. Citröen 2CV pode também ! Bão, pegue a ponta do capô do fusca( êpa) e tracew uma linha imaginária até o inicio do teto do caro e vemos uma asa ! Perfil de uma asa de avião. Quem já bateu pega "pilotando" um fusca ? Ninguém, né ? Apesar de pouco veloz, voce tinha a clara sensação de, em "altas velocidades", 130 km( ha !), o 1600cc fuca querer levantar voo ! Ficava levinho, levinho...

Francisco J.Pellegrino disse...

Tutti buona gente !

Paulo Levi disse...

As semelhanças de estilo com o Fusca não são mera coincidência: os fabricantes da Europa centro-oriental estavam na vanguarda da aerodinâmica veicular aplicada a automóveis de produção em série, como se pode ver também nos Tatra da mesma época.

E quanto à parte mecânica, o Dr.Ferdinand Porsche - que era austríaco de nascimento - teve uma passagem pela Steyr no início da década de 1930. Talvez isso ajude a explicar a presença do motor boxer nesses carros.