quinta-feira, 31 de maio de 2012

Museu da Audi, parte 2: Horch

Das quatro marcas que deram origem à Auto Union, a mais prestigiosa foi a Horch. Na década de 1930, seus automóveis nada deviam em luxo e refinamento aos Mercedes-Benz contemporâneos. Mas a empresa vivia à beira da falência pela dificuldade de August Horch, um notório perfeccionista, em adequar os custos de produção às realidades do mercado.

Os Horch desse período são as jóias da coroa do Museu da Audi. Todos estão expostos por trás de paredes de vidro, o que torna quase impossível a obtenção de boas fotos. Dentro das características do ambiente e das limitações de meu equipamento, fiz o que pude.




Mas um dos Horch mais interessantes do museu não tem paredes de vidro ao seu redor, e à primeira vista poderia ser confundido com os escombros de algum sedã Daimler do início dos anos 1950. Trata-se de um automóvel de grande porte projetado em 1953 pelo departamento de testes da DKW e produzido em exemplar único para o então presidente da Auto Union, Richard Bruhn, na esperança de que este se animasse a relançar a marca Horch, o que nunca aconteceu.



Depois de servir a Bruhn o carro foi parar em uma revenda de usados, onde foi arrematado por um soldado americano que o levou consigo em seu retorno aos EUA. Ninguém soube de seu paradeiro por mais de meio século, até que um dia um entusiasta texano o identificou e avisou a Audi. E assim, essa verdadeira relíquia voltou a Ingolstadt, onde hoje pode ser vista exatamente como estava no dia em que foi encontrada. O "Horch Perdido" faz tanto sucesso que até inspirou uma miniatura disponível para compra na loja do museu.


Imagens: arquivo pessoal do autor. Reprodução permitida mediante atribuição a este blog

6 comentários:

Luís Augusto disse...

Sem dúvidam os Horch estão entre os clássicos alemães de primeira linha. Houve alguma tentativa dos soviéticos de produzir esses notáveis carros para os dirigentes comunistas, mas o projeto não foi adiante. Há dois Horch interessantíssimos no Brasil, um com o Pacifico Mascarenhas aqui em BH e outro com a família Siciliano, à venda em Lindóia por R$ 400 mil.

Belair disse...

A Audi tem algumas belas historias de resgate de suas origens.Os caras valorizam o passado.
Igualzin quinem aqui...

Joel Gayeski disse...

Chama a atenção este Horch ser mantido "as is".
Belas fotos Paulo!

Ron Groo disse...

ual que história!
Eu não sou conhecedor de autos, só um entusiasta. Logo não conhecia a marca.
Esta mini, será que acho uma por aqui? Em terras brasilis?

Anônimo disse...

... vou perguntar mais uma vez ! cadê, ocê ? E segurando um volante... Nesse museu deve ter vários, acredito. Volta lá e pede um emprestado. E strike a pose !



M.C.

Francisco J.Pellegrino disse...

PL, muito bom eu não conhecia a história...queremos mais..!!!!!