segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Melancia no pescoço é pouco? O jeito é ir de Mini gótico

Esta bizarrice é um Mini 1275GT 'Margrave', produzido em exemplar único (ainda bem...) pela empresa londrina Wood & Pickett em 1978. Com apenas 15 mil km rodados, ele foi recentemente posto à venda pela Hilton & Moss, revendedora de automóveis clássicos em Stansted, também na região metropolitana de Londres. Se você tiver 24 mil Libras Esterlinas (cerca de 64 mil Reais) queimando no seu bolso e mais uns trocados para as despesas de importação, ele é todo seu.



Segundo a Hilton & Moss, o carro foi feito por encomenda de um "renomado advogado internacional" para ser dado como presente de formatura ao filho, estudante na Universidade de Cambridge. Não se sabe se o rapaz apreciou o mimo, mas deve ter reconhecido que o velho não regulou micharia para agradá-lo, já que só o preço da transformação seria suficiente para comprar quatro Minis zero km na época.

É difícil dizer o que teria levado o eminente causídico  a mandar fazer um carro assim. Talvez seja uma manifestação meio retorcida do sense of humour britânico. Ou então, data venia, uma homenagem ao lendário Nubar Gulbenkian, o dublê de playboy internacional e bilionário do petróeo conhecido, entre outras coisas, pelo seu excêntrico gosto em automóveis. Ou uma combinação das duas coisas.

O "taxi" com mecânica Rolls-Royce de Nubar Gulbenkian: precursor espiritual do Mini Margrave?
Procurei descobrir as identidades do advogado e de seu filho, mas meus esforços foram em vão. Mas também fiquei curioso sobre a Wood & Pickett, empresa que fez a transformação desse Mini, e decidi ir atrás de mais informações a seu respeito. E o que descobri é no mínimo intrigante: seus fundadores, Bill Wood e Les Pickett, eram antigos funcionários da tradicional encarroçadora Hooper and Company - a qual, não por coincidência, tinha entre seus mais fiéis clientes ninguém menos do que... Nubar Gulbenkian.

Certamente Nubar não toparia andar em um Mini transformado, mesmo com todo o couro e o carpete usados para dar um upgrade em seu interior. Seu negócio eram Daimlers e Rolls Royces - e de mais a mais, só andava no compartimento traseiro. Mas não tenho dúvida de que apreciaria a homenagem implícita nesse carro. Ou, no mínimo, soltaria uma sonora gargalhada ao vê-lo.

Imagens do Mini 'Margrave': Hilton & Moss (http://www.hiltonandmoss.com/)

6 comentários:

Mauricio Morais disse...

Esse Mini fúnebre deve ter sido feito para levar esquifes de anões e outros pequenos seres liliputianos. Mas como Liliput só existe nos livros e os anões não morrem nunca, (já viu algum enterro de anão?Eu não!) o carro nunca foi usado, e ficou apenas nesse exemplar, ainda bem!

Ron Groo disse...

Me desculpe a piada malvada, mas o primeiro carro lá em cima é uma perua funerária para anões.

Francisco J.Pellegrino disse...

Se ainda tivessem pintado de BRG ...eu estaria tentado a trazê-lo e aí faríamos uma festa de antigomobilistas na Serra Velha e solenemente o jogaríamos lá para baixo..

Francisco J.Pellegrino disse...

Putz, scusi, a audiência é rotativa, expliquemos o que é Serra Velha aos novatos....é o antigo Caminho do Mar para Santos, depois o caminho foi substituido pela Via Anchieta...mas ainda o usamos por um bom tempo...melhor deixar lá fechado, com os carros de hj muitos não chegariam lá embaixo..ou chegariam bem antes!!!

Paulo Levi disse...

Maurício e Ron,

Não se refiram a elas como anões, que não é politicamente correto. São pessoas verticalmente prejudicadas que, para desfrutarem ao máximo esse carro, precisam se apresentar a rigor. Rigor mortis, bem entendido.

Paulo Levi disse...

Francisco, achei supimpa essa idéia da festinha de bota-fora. Mas antes, tiramos essas rodinhas Minilite pra guardar de souvenir.