segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O lado B dos britânicos

Uma das principais diferenças entre a Autoclásica e suas congêneres brasileiras é a presença, na mostra argentina, de um contingente muito maior e mais variado de automóveis de origem britânica.

Esse fato se deve à influência econômica e cultural do antigo Império Britânico na Argentina no Século 19 e em boa parte do Século 20. Não é de estranhar que existam, na Grande Buenos Aires, localidades com nomes como Hurlingham, Temperley e Ranelagh.

Além disso, houve um considerável fluxo migratório das ilhas britânicas para a Argentina. Os ingleses trouxeram consigo hábitos e instituições como o chá da tarde, a prática de esportes como o golfe, o polo e o hipismo, e o apreço pelos automóveis (principalmente os esportivos) fabricados na pátria mãe.

Entre os britânicos da Autoclásica, podia-se apreciar um grande número de modelos de marcas praticamente desconhecidas no Brasil, extintas há muito tempo. E também modelos raros das marcas mais conhecidas por aqui. Confira nas fotos:

Frazer-Nash
Riley
Austin Seven "Ulster"
HRG
MG TB
MG TB (mais um!)
Standard Eight

Imagens: arquivo pessoal do autor. A reprodução é permitida desde que sejam utilizadas sem fins comerciais, e mediante atribuição a este blog. 

7 comentários:

Mauricio Morais disse...

A MG TB British Green é uma belezura.
Sobre os ingleses no território Argentino temos que lembrar das Malvinas ou Falklands, considerada pelos britânicos como parte da Gran Bretanha. Pense como foi forte esse colonialismo.

Francisco J.Pellegrino disse...

O Riley é deliciosamente lindo....

Paulo Levi disse...

Verdade, Maurício - durante muito tempo, o Império Britânico considerou a Argentina como parte de seus domínios, ainda que extra-oficialmente.

Já a questão das Malvinas/Falklands é mais complicada... afinal, temos aqui ao nosso lado a Guiana Francesa, e não passa pela cabeça de ninguém a idéia de invadir o seu território ou declarar guerra à França.

Fernando Kesnault disse...

È isso aí, se nossos dirigentes e autoridades não fossem tão obtusos poderíamos, se quiséssemos ter um automobilismo sério, estudar e viabilizar um projeto semelhante ao dos "hermanos" para o bem das corridas em solo tupiniquim.
Lá temos autodromos em grande número (uns 27 no mínimo), com boa estrutura, sempre cheios nos eventos, com um público apaixonado e várias categorias cheias de competidores ao contrário daqui que só elitiza categorias ridículas como à lançada este ano que está fadada ao insucesso.

Ron Groo disse...

Não tem nenhuma do Standard Eight de frente?

Paulo Levi disse...

Fernando,

Realmente, considerando o tamanho do Brasil, há uma escassez absurda de autódromos por aqui.

Na minha opinião, deveriamos ter no mínimo mais um autódromo em condições de sediar uma prova de F1. Até porque a tendência é de que haja cada vez mais pressões de ordem política sobre um autódromo em área urbana densamente povoada, como é o caso de Interlagos.

Paulo Levi disse...

Ron,

Essa foto eu vou ficar devendo... sorry!