terça-feira, 12 de outubro de 2010

Autoclásica 2010, muito além das expectativas

Fabuloso, fantástico, fenomenal... pode revirar o dicionário à procura de uma palavra que sintetize o que foi a Autoclásica 2010, que você não encontrará nenhum superlativo à altura.

A mostra argentina, encerrada ontem, provou conclusivamente que a sua reputação como uma das melhores do mundo é mais que justificada. No Brasil, temos excelentes encontros de automóveis antigos, como os de Araxá e Águas de Lindóia - mas é forçoso reconhecer que a Autoclásica está em outro patamar.

Os motivos são muitos, a começar pela qualidade dos automóveis expostos. Modelos raros, de valor incalculável e grande significado histórico, primorosamente apresentados em um cenário ideal para um evento do gênero: os amplos e arborizados jardins do Hipódromo de San Isidro, ao norte de Buenos Aires. É um evento que prima pela elegância, mas sem cair na armadilha do excesso de formalidade.

A força da Autoclásica também vem da impressionante vitalidade dos clubes de colecionadores que existem na Argentina, maciçamente presentes ao evento. E da participação ativa de grandes empresas automobilísticas como a Peugeot, a Volvo, a Volkswagen e a Fiat - esta através da Alfa Romeo, marca que esteve no centro das atenções desta edição da Autoclásica pelos 100 anos de sua fundação.

Uma visita à Autoclásica é uma experiência riquíssima, impossível de esmiuçar em um único post. Portanto, só para abrir o apetite, aqui estão as imagens de algumas das preciosidades que lá estavam e que jamais deram o ar de sua graça em exposições tupiniquins.

E fique de olho neste espaço, que teremos muito mais Autoclásica 2010 pela frente!

Amilcar "Tanque",  na vanguarda da aerodinâmica em 1934
Um Pegaso em qualquer exposição é uma visão inusitada...
... dois Pegaso, então, nem se fala
A Peugeot trouxe o raríssimo coupé Darl'mat...
... e a Alfa Romeo, para não ficar para trás, trouxe o seu Disco Volante
O Alfa 308 GP vencedor do circuito de Palermo em 1949 com Oscar Gálvez ao volante
 Maserati 4CS,  exposto no stand da Ferrari. O que diria o velho Enzo? 
De Soto Airflow, na vanguarda da aerodinâmica em carros de passeio em 1934
O esporte-protótipo Trueno com mecânica Ford, orgulho dos donos da casa


Errata postada em 13/10: o carro identificado acima como Trueno é, na realidade, um Huayra.


Imagens: arquivo pessoal do autor. A reprodução é permitida desde que sejam utilizadas sem fins comerciais, e mediante atribuição a este blog. 

5 comentários:

Ron Groo disse...

Rapaz... Este evento é um sonho!
Eu sempre digo isto e não vou deixar de fazê-lo aqui: Nunca ouve uma Alfa feia.

Paulo Levi disse...

Ron, é um evento inacreditável, daqueles que você se belisca pra ter certeza de que é mesmo de verdade.

As Alfas que estavam lá eram escolhidas a dedo, muitas delas vindas diretamente do Museo Alfa Romeo na Itália. Para que fosse uma seleção ideal, só faltaram duas: a Canguro e a 33 Stradale.

E Alfas feias existiram, sim. Por exemplo, a Alfa Arna feita em colaboração com a Nissan, ou os sedãs 33 e 75 da década de oitenta. Mas esses a Alfa achou melhor deixar quietos...

Francisco J.Pellegrino disse...

Grande Paulo, começou bem a tua postagem...parabéns, este evento realmente é excepcional..o melhor da América Latina, fiquei muito chateado de não poder ir...estamos aguardando mais fotos...muitas fotos...abs

AUTOentusiastas disse...

Incrível seleção. Um dia eu ainda vou para a AutoClassica. Abraço.

PK

Paulo Levi disse...

Obrigado, PK! Lá no evento, foi até engraçado: cada vez que eu desligava a câmera, precisava ligá-la novamente logo em seguida porque já havia na minha frente um carro ainda mais interessante para fotografar.